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Autor Tópico: Castigar... missão difícil, para alguns!  (Lida 235 vezes)
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Andie
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« em: Junho 04, 2009, 09:22:41 »

Adriana Campos| 2009-05-13
 
Uma vez aplicado o castigo não deverão ser demonstrados sentimentos de remorso, pois a criança irá aperceber-se disso, perdendo o castigo todo o efeito desejado e quem o impôs toda a autoridade.
 
 
 
 
"Nem sempre é fácil educar, especialmente quando temos de castigar. Muitas vezes as dúvidas surgem no tipo de castigos a aplicar se partimos do pressuposto que nunca o devemos fazer em coisas importantes tais como o desporto ou actividades de desenvolvimento.
Nem sempre é difícil explicar porque pensamos assim e se estamos correctos ou porque estamos, uma vez que há variadíssimas maneiras de castigar duas crianças de 6 anos. Gostaria de comentários e sugestões face a esta problemática."
Lina Tavares


Ao longo do tempo, a ideia de educar andou sempre associada à ideia de castigar. No Antigo Testamento, a 'vergasta' aparece frequentemente referida como a forma de corrigir defeitos. Com o Renascimento surgem os primeiros opositores aos castigos corporais e no século XIX a legislação ocidental proíbe-os. Em Portugal esta interdição é estendida às escolas em 1893, com a portaria 12-VI.

Castigar, no seio de muitas famílias, continua a ser sinónimo de punição física, sobretudo naquelas em que os progenitores também foram alvo de violência na infância. O uso da agressão física como forma de castigo parece transmitir-se de geração em geração, servindo os pais de modelos para os seus próprios filhos que, pelo facto de admirarem o adulto, vão reproduzir os seus actos.

Segundo um estudo realizado por um investigador belga, Jan Van Gils, Portugal é o país em que mais se castiga, comparativamente a outros cinco países europeus, sendo a severidade o que mais conflitos causa entre pais e filhos.

Mas, afinal, o que se entende por castigo e que papel deve este desempenhar na educação dos filhos? Existem castigos mais adequados que outros?

Castigar é repreender ou privar o sujeito de algo que ele gosta, para que possa ser reparado ainda que parcialmente o mal cometido.

Desta forma, o sujeito compreende que os seus actos podem ter consequências positivas ou negativas, podendo desta forma reorientar futuramente o seu comportamento, em função dos resultados desejados. O castigo só faz sentido se existirem regras bem definidas, isto é, se a criança compreender exactamente o que lhe é permitido e o que lhe é interdito. As regras funcionam, assim como um farol que orienta a criança em cada momento, na direcção certa. Sem regras não existe coerência no castigo.

Qualquer que seja o castigo, só faz sentido se surgir imediatamente após a realização do comportamento desadequado. "Quando o teu pai chegar à noite, vai-te bater." Se tal vier a acontecer, apenas servirá para gerar sentimentos de revolta e incompreensão por parte da criança. O castigo deve ser ainda proporcional ao acto cometido e não ao estado de humor do adulto naquele momento. Se a falta cometida foi pequena, não faz sentido que este cumpra uma grande pena só pelo facto de o pai ter tido um "dia de cão".

O tipo de castigo mais adequado para uma dada situação depende de variados factores, tais como: idade, personalidade, grau de gravidade da situação, interesses pessoais, etc... desligar o computador, impedir de ver televisão ou de ir passear com os amigos só funcionará como castigo se para a pessoa em causa estas actividades forem realmente uma fonte de prazer.

O castigo não deve ser aplicado na presença de outras pessoas, uma vez que a existência de público o tornaria mais humilhante.

Uma vez aplicado o castigo não deverão ser demonstrados sentimentos de remorso, pois a criança irá aperceber-se disso, perdendo o castigo todo o efeito desejado e quem o impôs toda a autoridade. Se achar que se excedeu, faz todo o sentido pedir desculpa e tentar evitar no futuro cair no mesmo erro.

Na verdade não existem formulas mágicas, por isso é indispensável que em cada dia procure ser forte na altura devida, impor a sua vontade quando necessário, mas também ceder e admitir os seus erros quando a situação assim o exigir.

 
in http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=1037623119B03A1FE0440003BA2C8E70&channelid=1037623119B03A1FE0440003BA2C8E70&schemaid=&opsel=2
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« Responder #1 em: Junho 04, 2009, 22:54:14 »


"O tipo de castigo mais adequado para uma dada situação depende de variados factores, tais como: idade, personalidade, grau de gravidade da situação, interesses pessoais, etc... desligar o computador, impedir de ver televisão ou de ir passear com os amigos só funcionará como castigo se para a pessoa em causa estas actividades forem realmente uma fonte de prazer. " - concordo

"Uma vez aplicado o castigo não deverão ser demonstrados sentimentos de remorso, pois a criança irá aperceber-se disso, perdendo o castigo todo o efeito desejado e quem o impôs toda a autoridade. Se achar que se excedeu, faz todo o sentido pedir desculpa e tentar evitar no futuro cair no mesmo erro." - concordo

É claro que as vezes nao tem a ver so com a educaçao, pois a personalidade deles tem muita influencia.

O castigo certo tem de ser dado logo na altura da asneira. Quando era pequenita e se portava mal levava uma palmada na fralda. Para mim uma palmada no momento certo nunca fez mal......Detesto birras. E NÃO É NÃO.........

À medida que vai crescendo entende melhor as coisas por isso quanto mais velha fui-lhe dando outros castigos, pois ela ja entendia, como por expl. nao deixar ver tv, ou seja retirar o que ela mais gosta.

Tenho agido assim e tem resultado. Nao admito faltas de educaçao e em relaçao aos estudos nao admito más notas pois nao faz mais nada na vida.....tem que se esforçar pois nós Pais tb nos esforçamos. Há tempo para tudo.

E claro que nao é só castigos.......existem as recompensas.........que para mim sao muito importantes.
Sempre que ela fazia coisas boas era recompensada, sempre com elogios e dependendo da situação dava-lhe uma lembrança. Uma ida ao medico, uma saida, ajudar nas tarefas em casa .... etc.
Nunca recompensei com doces. Mas as vezes vamos ao Mac ou comemos pizza ou faço o prato que ela adora.
Por expl. em relaçao aos estudos, sempre que apresentava uma nota positiva comprava um livro ou outra coisa que ela gostava. No final de cada trimestre e quando passa de ano tb recebe um prenda.
« Última modificação: Junho 04, 2009, 23:47:01 por Pipas » Registado


01/06/2003 o nosso príncipe é uma estrelinha no céu
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