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Autor Tópico: VARICELA  (Lida 367 vezes)
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Pipas
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« em: Setembro 07, 2010, 18:36:50 »

Recomendações para a vacinação contra a Varicela
Recomendações elaboradas pela Sociedade de Infecciologia Pediátrica/SPP, em Agosto 2009


Em Portugal a vacina da varicela não está incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV) mas está autorizada pelo INFARMED e disponível para prescrição médica.
Foi neste contexto que a Sociedade de Infecciologia Pediátrica (SIP), em conjunto com a Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), organizou um workshop sobre a vacina contra a varicela, cujas conclusões aqui se resumem e que pretendem servir de orientação para a sua utilização no nosso país.

INTRODUÇÃO
O vírus varicela-zoster (VVZ) é o agente causal da varicela e do herpes zoster. A varicela é uma doença predominantemente da infância, benigna e altamente contagiosa, com taxas de transmissão aos contactos susceptíveis de 61-100%(1). Pode contudo associar-se a complicações graves, quer associadas a sobre-infecção bacteriana (celulite, pneumonia, fasceíte, choque tóxico), quer ao próprio VVZ (cerebelite, encefalite, pneumonia). Estas ocorrem sobretudo em situações de imunodeficiência celular, mas também em crianças previamente saudáveis. Nas leucemias e transplante de órgão, cerca de 50% das crianças desenvolvem complicações com uma mortalidade global de 7 a 17% se não forem tratadas com aciclovir2.
Os adolescentes e os adultos são mais susceptíveis a complicações graves, com um aumento vinte vezes superior na mortalidade entre os 15 e os 44 anos(3,4).
A infecção na grávida acarreta um risco adicional para a mulher, nomeadamente pela maior incidência de pneumonite que, sem tratamento, pode ser fatal em cerca de 40% dos casos5. Também no feto, pode ocorrer a síndrome de Varicela Congénita6 e, no recém-nascido, varicela grave quando a doença materna se manifesta 5 dias antes ou 2 dias após o parto.
A infecção por VVZ pode ressurgir anos ou décadas mais tarde na forma de herpes-zoster (HZ), situação que pode evoluir com complicações semelhantes às da varicela. Esta reactivação afecta 10-30% da população e está associada a uma morbilidade e mortalidade significativas nos indivíduos idosos e nos imunocomprometidos (7).
A OMS recomenda que as actuais vacinas contra a varicela só devem ser utilizadas na criança se se assegurar uma cobertura vacinal acima dos 85-90%, pelos riscos que a alteração epidemiológica induzida pode acarretar( Cool.
A vacina da varicela está disponível nos EUA desde 1995 com recomendação de vacinação universal. Na Europa, encontra-se actualmente recomendada para vacinação universal na Alemanha, Espanha, Itália, Holanda e Suiça (9-11).

(...)

Portugal deve seguir as recomendações da OMS, que se traduzem por só considerar a vacinação das crianças contra a varicela através da introdução da vacina no PNV. A vacinação dos adolescentes e adultos susceptíveis não acarreta o risco de alteração da epidemiologia e permite proteger uma população em maior risco de doença grave.

A SIP recomenda que a vacina da varicela seja administrada em:
Adolescentes (11-13 anos) e adultos susceptíveis
Grupos de risco:
• Indivíduos não imunes em ocupações de alto risco (trabalhadores de saúde, professores, trabalhadores de creches e infantários)
• Mulheres não imunes antes da gravidez
• Pais de criança jovem, não imunizados
• Adultos ou crianças que contactam habitualmente com doentes imunodeprimidos

A vacinação pré transplante renal28,29, e na criança com infecção VIH com contagem de CD4 < 15% pode ser considerada, preferencialmente incluída num plano de vigilância que permita aferir a sua tolerância e eficácia.

Sugere-se que previamente à vacinação se determinem os anticorpos IgG para o VVZ nos indivíduos com história negativa ou incerta de infecção prévia a VVZ. Face à alta prevalência de seropositividade em Portugal e ao baixo valor preditivo negativo de história anterior de varicela, esta atitude será muito provavelmente custo-efectiva.

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« Responder #1 em: Setembro 07, 2010, 18:38:01 »

A vacina contra a varicela já chegou às farmácias da Região. Custa 49,59 euros e não tem comparticipação do Estado. No entanto, o Infarmed está a ver se esta situação pode vir a ser alterada.

 

A vacina da varicela - a Varivax - já está disponível nas farmácias da Região. A vacina custa 49,59 euros e, neste momento, não tem comparticipação do Estado. De qualquer forma, segundo aquilo que o NOTICIAS conseguiu apu­rar, o Infarmed (Instituto da Far­mácia e do Medicamento) está a estudar a possibilidade de a nova vacina poder vir a ser compartici­pada pelo Estado.

Em Portugal, a Varivax é repre­sentada pelo Laboratório UCB Farma.

A vacinação contra a varicela visa fazer baixar a incidência da doença, bem como as implica­ções e consequências que em ca­sos extremos pode mesmo signifi­car a morte.

A vacina da varicela deve ser administrada nas crianças dos 12 aos 18 meses de idade, bem co­mo é recomendada para crianças dos 19 meses aos 12 anos de ida­de, adolescentes e adultos que nunca tenham tido a doença.

A vacina contra a varicela co­meçou a ser comercializada nos Estados Unidos em 1995. Neste momento, 95 por cento das crian­ças americanas estão vacinadas, contra aquela doença.

Antes dá introdução desta vaci­na, havia cerca de quatro milhões de casos de varicela por ano nos Estados Unidos. Deste total, on­ze mil crianças chegavam a ser hospitalizadas e a doença estava na origem da morte de 100 crian­ças. A maioria dos doentes eram crianças saudáveis, sem qual­quer patologia ou qualquer com­plicação no sistema imunitário.

Com a introdução da vacina, o número de doentes afectados pe­la varicela diminuiu drasticamen­te. Os resultados extremamente positivos no que diz respeito à sua eficácia fizeram com que a va­cina da varicela passasse a ser re­comendada pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doen­ças dos Estados Unidos, através do Plano de Vacinação. Neste momento, 95 por cento das crian­ças americanas estão vacinadas contra a varicela. Em Portugal, a vacina contra a varicela é esperada há muitos anos. Nos diversos congressos de Pediatria, o tema da varicela tem estado sempre presente, com os pediatras portugueses a acertaram agulhas no que diz res­peito a definir estratégias de pre­venção da doença. A vacina con­tra a varicela representa mais um instrumento ao dispor da comuni­dade pediátrica para salvaguar­dar a saúde dos mais pequenos, através da diminuição dos casos de varicela, bem como das com­plicações que podem estar asso­ciadas à doença.
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