Pipas
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Apaixonada pelas 2 princesas :)
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« em: Junho 02, 2009, 14:20:54 » |
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Tomar decisões acerca do parto, «de forma consciente e informada», ajuda as mulheres a sentirem-se mais responsáveis pela sua própria vida. Nas palavras de LuÃsa Condeço, presidente da Associação Doulas de Portugal, essa atitude pró-activa dá à grávida uma sensação de poder e uma «vontade de crescer». Mesmo que o parto não corra como planeado, mesmo que o desfecho seja o contrário daquilo que se idealizou, «o caminho foi traçado pela mulher». E isso, só por si, é bom.
«Delegar é mais fácil», nota a doula. Dessa forma, «a mulher pode dizer que a culpa de ter tido uma má experiência de parto é dos outros» – do médico, das enfermeiras, dos familiares. Mas escolher é mais benéfico: «A evidência cientÃfica prova que quando a mulher tem possibilidade de escolha, e exerce esse poder, o parto decorre de forma mais positiva». «Tomamos decisões em relação a quase tudo na vida – o marido, o emprego – mas deixamos o parto nas mãos de terceiros. Porquê?», questiona-se LuÃsa Condeço. A doula recomenda à s grávidas que se informem sobre os vários aspectos do nascimento (posição para dar à luz, episiotomia, soro, cesariana, indução do trabalho de parto). Só assim poderão decidir, só assim poderão saber como gostariam de viver «um dos momentos mais transformadores das suas vidas».
Ter poder de decisão não é, contudo, igual a questionar constantemente a palavra do profissional de saúde que acompanha a gravidez ou que assiste o parto, alerta LuÃsa Condeço. Tem mais a ver com o «processo de descoberta individual do modo como se olha para o parto» do que com confronto de opiniões e ideais. Um último conselho, acrescenta a doula, talvez o mais importante de todos: nunca é cedo demais para se começar a pensar no parto.
Revista Pais e Filhos
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