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Autor Tópico: O meu animal pode transmitir doenças ao meu filho? (Parte II)  (Lida 2104 vezes)
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Andie
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« em: Junho 04, 2009, 09:26:31 »

Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga| 2009-03-04
 
Para prevenir as doenças descritas, os adultos devem supervisionar as crianças a lavarem as mãos após terem contactado com os animais para que o façam correctamente, principalmente antes das refeições. 
 
 
 
Neste artigo vamos continuar a falar de zoonoses, infecções dos animais que podem ser transmitidas ao Homem. Estas doenças além de poderem ser transmitidas por animais de estimação, podem também ser transmitidas através de vectores (ratos, insectos).

Doenças transmitidas por vectores:

- Ratos
A leptospirose é uma doença transmitida por roedores (ratos), através do contacto directo com estes animais ou pela ingestão de água ou alimentos contaminados com a sua urina. Esta doença também pode afectar os cães, mas a vacina faz parte do protocolo vacinal dos caninos.

Os sintomas incluem febre, vómitos, diarreia ou prisão de ventre, dor de cabeça, hemorragias na pele e/ou icterícia. O tratamento é feito com antibiótico e geralmente há recuperação total ao fim de um ou dois meses.

Para evitar esta infecção deve haver uma boa higiene e saneamento básicos, evitar consumo de água de poços, uso de ratoeiras ou raticidas quando há suspeita da presença destes animais (com cuidado acrescido com as crianças pelo perigo de ingestão/contacto acidental dos raticidas). Em todos os produtos que potencialmente possam estar armazenados durante algum tempo (por ex.: latas de refrigerante ou conserva, garrafas de água, etc.) as embalagens devem ser lavadas antes de serem abertas, devido risco de estarem contaminadas.

- Moscas
O lixo é o principal responsável pelo aparecimento das moscas, devido à grande variedade de resíduos que servem para a sua alimentação. As moscas associam-se a doenças respiratórias, infecções e alergias.

Lave bem os utensílios de cozinha antes de os usar e proteja os alimentos. Lave bem as frutas antes de as comer.

- Baratas
Ainda sabemos pouco sobre os riscos que as baratas acarretam para a nossa saúde. Existem cerca de 3500 tipos de baratas, que habitualmente estão sempre em busca de alimentos em lixos e esgotos e transitam por locais limpos, contaminando os alimentos, louça, etc. Transmitem microorganismos que podem causar infecções respiratórias ou intestinais e as suas fezes e cascas podem causar alergias.

Para prevenir estas infecções devem deixar-se sempre os alimentos protegidos, não guardar comida sem tampa nos armários (principalmente doces e bolachas).

- Carraças
As carraças podem transmitir várias doenças entre as quais destacamos:

- borreliose ou doença de Lyme, causada pela bactéria Borrelia burgdorferi que produz quadros de febre, perda do apetite, dores nas articulações e musculares e gânglios aumentados.

- febre da carraça que é provocada por uma bactéria (rickétsia) e que se manifesta por febre, dores musculares e de cabeça, perda de apetite e pelo aparecimento de pápulas dispersas por todo o corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés.

A época das carraças pode estender-se desde a Primavera até ao Outono. Deve-se proceder à desparasitação externa periódica dos animais domésticos e à evicção de zonas de maior risco (zonas com vegetação rasteira ou de média altura, húmidas e à sombra). Se encontrar uma carraça no seu animal ou no seu filho deve imediatamente retirá-la com uma pinça, sem deixar a "boca" da carraça agarrada. E lembre-se que, felizmente, só uma pequena percentagem de carraças está infectada e poderá transmitir doenças.

Comentários finais:
Lactentes e crianças com menos de 5 anos são mais propensos a contrair as doenças dos animais. Isto acontece porque as crianças mais pequenas frequentemente tocam em superfícies dos animais que podem estar contaminadas com fezes e posteriormente metem as mãos na boca. Por outro dado, lavam as mãos menos vezes e de forma incorrecta.

Apesar de todos os riscos já mencionados, ter um animal de estimação traz muitos benefícios na saúde e desenvolvimento de uma criança. Está provado que os animais de estimação diminuem a tensão arterial e os níveis de colesterol e triglicerídeos. A criança com animal nunca se sente sozinha, tem mais oportunidades para se socializar e para fazer exercício e outras actividades no exterior. Além do mais, a alegria e o companheirismo que os animais de estimação nos dão "enchem" as nossas casas.

Assim, para prevenir estas doenças descritas, os adultos devem supervisionar a lavagem das mãos pelas crianças após terem contactado com os animais, para que o façam correctamente, principalmente antes das refeições.

O animal de estimação deve ser visto periodicamente pelo veterinário e fazer desparasitações e vacinações periódicas. Quando suspeitar de alguma doença no seu animal deve questionar o médico veterinário. Ele dará a solução ideal, para que crianças e animais convivam de forma harmoniosa e segura.

Dária Rezende, Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga
Jorge Ribeiro, veterinário da Clínica de Animais de Companhia do ICBAS - Universidade do Porto
in http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=5ADDDF5F755B0375E0400A0AB8002BC1&channelid=5ADDDF5F755B0375E0400A0AB8002BC1&schemaid=&opsel=2
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